Brasil encerra Mundial Militar de Judô com 10 ouros e 7 bronzes, liderando o quadro geral de medalhas

O judô brasileiro brilhou em casa e foi o grande campeão do Campeonato Mundial Militar disputado no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), no Rio de Janeiro, nos dias 08, 09 e 10 de novembro. Ao todo, o país conquistou 10 medalhas de ouro, sete de bronze e liderou o quadro geral de medalhas.

A campanha brasileira começou com os títulos das equipes masculina e feminina, na quinta-feira, 08.

Na sexta-feira, 09, primeiro dia de disputas individuais, sete brasileiros foram ao pódio: Eric Takabatake (60kg), Charles Chibana (66kg), Jéssica Pereira (52kg) e Rafaela Silva (57kg) foram campeões, enquanto Gabriela Chibana (48kg), Tamires Crude (57kg) e Marcelo Contini (73kg) conquistaram medalhas de bronze.

A equipe nacional repetiu o desempenho neste sábado, 10, último dia de competição e conquistou mais oito medalhas. Destaques para os títulos de Samanta Soares (78kg), Maria Suelen Altheman (+78kg), Eduardo Yudy Santos (81kg) e Rafael Macedo (90kg), além dos bronzes de Alexia Castilhos (63kg), Eduardo Bettoni (90kg), Leonardo Gonçalves (100kg) e David Moura (+100kg).

No quadro geral, o Brasil ficou em primeiro lugar, seguido pela Rússia (3 ouros, 6 pratas e 4 bronzes), França (3 ouros, 5 pratas e 3 bronzes), China (1 prata e 3 bronzes) e Polônia (1 prata e 2 bronzes).

FINAIS DESTE SÁBADO

A primeira medalha do dia veio com a meio-média Alexia Castilhos, que derrotou a polonesa Agata Ozdoba, por waza-ari, para conquistar um dos bronzes de sua categoria.

O primeiro ouro brasileiro no sábado foi no meio-médio masculino (81kg). Em luta equilibrada com Alan Khubetsov, Eduardo Yudy Santos conseguiu projetar o russo uma vez, marcando o waza-ari e, em seguida, projetou para o ippon que o consagrou como campeão mundial militar.

Na sequência, a novata Ellen Santana (70kg) teve a oportunidade de conquistar a medalha, mas deixou o bronze escapar ao sofrer um waza-ari no duelo com Anka Pogacnik, da Eslovênia, e terminou em quinto lugar.

A terceira medalha do dia foi o bronze de Eduardo Bettoni (90kg), que derrotou Wei Wang, da China, com um waza-ari no golden score.

E, na final do 90kg, Rafael Macedo derrotou Lorenzo Pericone, da França, por waza-ari, para garantir o ouro e a dobradinha brasileira no pódio.

O terceiro ouro brasileiro neste sábado foi conquistado pela meio-pesado Samanta Soares, que derrtou a russa Aleksandra Babintseva nas punições (3-2) para subir ao lugar mais alto do pódio.

Na disputa pelo bronze do 100kg, Leonardo Gonçalves não deu chances a Bojan Dosen, da Sérvia, e venceu o combate por ippon.

Maria Suelen Altheman (+78kg), também por ippon, levantou a torcida ao derrotar Julia Tolofua, da França, para ficar com o ouro.

E, por fim, David Moura (+100kg) projetou Yahya Hasaba (SYR) por waza-ari e, na transição ao solo, imobilizou o adversário por 10 segundos para vencer por ippon, fechando a contagem de medalhas para o Brasil.

Fonte; CBJ

O que você precisa saber sobre o Mundial Militar de Judô que começa nesta quinta-feira, 08

A 38ª edição do Campeonato Mundial Militar reunirá no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan) alguns dos melhores judocas do mundo em disputas individuais e por equipes nos dias 08, 09 e 10 de novembro.

Veja a seguir informações básicas para acompanhar a competição nos próximos dias.

Quem organiza?

A competição é organizada pela Marinha do Brasil (MB) e realizada no Cefan, sob a coordenação dos Ministérios da Defesa e do Esporte do Brasil. Faz parte do calendário do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM).

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e a Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) serão responsáveis pelo suporte técnico ao evento.

Quem luta?

Apenas atletas militares podem lutar neste Mundial. Na edição de 2018, a competição individual terá 150 atletas de 18 países em ação: Brasil, Rússia, China, França, Sérvia, Polônia, Myanmar, Arábia Saudita, Chile, Cazaquistão, Catar, Síria, Ucrânia, Tunísia, Kuwait, Burquina Faso, Holanda e Eslovênia.

VEJA NOS ARQUIVOS RELACIONADOS ABAIXO A LISTA COMPLETA DE ATLETAS INSCRITOS

Destaques

A seleção brasileira será representada por 18 atletas – 9 homens e 9 mulheres – que fazem parte do Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento às Forças Armadas Brasileiras. Foram convocados para a disputa judocas experientes, como a campeã olímpica Rafaela Silva (57kg/3ºSG-RM2-EP) e os vice-campeões mundiais David Moura (+100kg/3º SG-RM2-EP) e Maria Suelen Altheman (+78kg/3º SG-RM2-EP) ao lado de jovens como os campeões mundiais júnior Daniel Cargnin (66kg/3º SG-RM2-EP) e Rafael Macedo (90kg/3º Sgt). Confira aqui a lista completa.

Entre os destaques internacionais estão Clarisse Agbegnenou, da França, atual vice-campeã olímpica e tricampeã mundial do peso meio-médio (63kg); Audrey Tcheumeo (78kg/FRA), também vice-campeã olímpica e campeã mundial; a cazaque Otgontsetseg Galbadrakh (48kg), medalhista de bronze no Rio 2016; Marie-Ève Gahié (70kg), da França, vice-campeã mundial em Baku neste ano; Aleksandar Kukolj (90kg), da Sérvia, número 2 do mundo no ranking da FIJ; e Niaz Ilyasov (100kg), da Rússia, campeão mundial júnior e bronze no Mundial Sênior de Baku 2018.

Qual é a programação?

Quarta-feira, 07:
19h – Sorteio das Chaves

Quinta-feira, 08
10h às 13h – Preliminares Equipes (masculino e feminino)
15h às 18h – Finais das disputas por Equipes (masculino e feminino)

Sexta-feira, 09 – Competições individuais (48kg, 52kg, 57kg, 60kg, 66kg e 73kg)
10h – Preliminares
15h – Finais

Sábado, 10 – Competições individuais (63kg, 70kg, 78kg e +78kg, 81kg, 90kg, 100kg e +100kg)
10h – Preliminares
16h30 – Finais

CLIQUE AQUI para ver a programação completa e o regulamento.

Como acompanhar e onde assistir?

As lutas serão transmitidas ao vivo online no portal oficial do evento http://38wjmc.com/.

As finais serão transmitidas ao vivo pelo SporTV na televisão.

E todos os resultados serão publicados diariamente após as finais aqui no site oficial da CBJ.

Também divulgaremos nas redes sociais da CBJ fotos e vídeos dos bastidores da seleção brasileira. Siga a CBJ no Twitter e no Instagram @noticiascbj e curta nossa página facebook.com/brasiljudo

Acesso ao público

A entrada no Cefan é gratuita e o limite de acesso do público está sujeito à lotação do ginásio.

Credenciamento de imprensa

Os jornalistas interessados em cobrir o evento deverão entrar em contato com a assessoria de comunicação da Comissão de Desporto da Marinha do Brasil pelo e-mail comsoc.cdm@gmail.com.

Local

Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan)
Endereço: Av. Brasil, 10590 – Penha, Rio de Janeiro – RJ, 21012-350

Fonte: CBJ

Lideranças do judô e do Comitê Olímpico do Brasil reúnem-se para alinhar planejamento da seleção rumo a Tóquio 2020

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) recebeu nesta segunda-feira, dia 05, uma comitiva formada por diversos representantes do judô brasileiro. O objetivo do encontro foi realizar mais uma reunião de alinhamento e atualização do trabalho em conjunto que está sendo realizado para preparação da modalidade para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

Participaram do encontro o presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Silvio Acácio Borges; Rogério Sampaio, diretor-geral, e Jorge Bichara, diretor de esporte do COB; gestores da Confederação Ney Wilson Pereira (Alto Rendimento), Robnelson Ferreira (Executivo), Marcelo Theotônio (Base) e Matheus Theotônio (Eventos); as comissões técnicas das seleções principal e de base com os técnico Luiz Shinohara, Rosicleia Campos, Yuko Fujii, Mario Tsutsui, Douglas Vieira e Andrea Berti; Sumio Tsujimoto (Pinheiros), Kiko Pereira (Sogipa), Geraldo Bernardes (Instituto Reação) e Luciano Corrêa (Minas Tênis Clube); os assistentes da gestão de Alto Rendimento da CBJ, Bernardo Seabra, Katherine Campos e Amadeu de Moura Jr; os medalhistas olímpicos Douglas Vieira, prata nos Jogos de Los Angeles 1984, Walter Carmona, bronze nos Jogos Los Angeles 1984, e Aurélio Miguel, campeão olímpico em Seul 1988 e bronze em Atlanta 1996.

Depois da abertura do encontro feita pelo presidente da CBJ, o gestor Robnelson Ferreira apresentou o planejamento estratégico da CBJ até 2020. Na sequência, Marcelo Theotônio, gestor das equipes de Base, falou sobre o desempenho do judô nos Mundiais Sub 18 e Sub 21, e Ney Wilson encerrou as apresentações discorrendo sobre os resultados da equipe olímpica em 2018 e o planejamento para 2019.

“É importante vir ao COB discutir os projetos futuros, reunindo atletas do passado, representantes dos principais clubes do Brasil, comissão técnica das seleções principal e de base e gestores da CBJ. É uma forma de mostrar o que estamos realizando para buscar o resultado que almejamos”, disse Silvio Acácio Borges.

Já Rogério Sampaio destacou a importância da troca de ideias entre os diversos agentes envolvidos na preparação do judô para os Jogos Olímpicos. “Com essa união e com um trabalho bem organizado, a gente fica muito próximo de conseguir um resultado positivo. É esse somatório de forças, como o que fizemos aqui hoje, que vai garantir nosso êxito”, disse o diretor-geral do COB, medalhista de ouro no judô dos Jogos Olímpicos Barcelona 92.

Para Walter Carmona, medalhista de bronze nos Jogos Los Angeles 1984, o envolvimento de diversos representantes do judô brasileiro na preparação da equipe que disputará os Jogos Olímpicos de Tóquio, fortalece as chances da modalidade manter a tradição de conquistas de medalhas olímpicas para o Time Brasil.

“É muito interessante e produtivo estar aqui na casa dos atletas, discutindo em alto nível diversos assuntos que influenciam no resultado esportivo. É muito importante afinarmos o trabalho entre COB, Confederação e Clubes, dando ênfase em alguns movimentos, de modo a continuar com a nossa tradição de trazer medalhas para o Brasil, afirmou Carmona.

Fonte: cob.org.br

Foto: Rafael Bello/COB